Seus santos eram homens.
Sua realidade, o mundo.
Sua riqueza, o espírito.
Sua lição, a humildade.
Ambrogiotto di Bondone
Nasceu em 1266 em uma aldeia chamada Colle di Vespignano, perto de Florença.
De família dedicada ao pastoreio, Giotto, desde menino, desenhava a carvão em pedras lisas que achava pelo campo. Desenhava ovelhas nas pedras, num gesto que a família considerava uma mania de garoto "excêntrico"! Até que um dia um viajante a caminho da Toscana percebeu aquele menino concentrado - e ao mesmo tempo absorto -, e se interessou em ver o que ele estava fazendo. Ao se surpreender com os desenhos perguntou ao menino se ele se interessaria por fazer do desenho profissão e em se aperfeiçoar na arte de pintar. O menino aceitou e a família deu o seu aval. Esse desconhecido era Cenni di Pepo, destacado nas rodas artísticas de Florença e mais conhecido como Cimabue.
Embora não se tenha absoluta certeza do ano (1337?), Giotto morreu quando pintava "O Juízo Final" para a capela de Bargello, em Florença. Durante uma escavação na Igreja de Santa Reparata, também em Florença, foram descobertos ossos na mesma área que havia sido apontada como o túmulo de Giotto. Os ossos eram de um homem baixo, que pode ter sofrido de uma forma de nanismo. Isso apóia uma tradição da Igreja da Santa Cruz de que um anão que aparece em um dos afrescos é um autoretrato de Giotto. Fato curioso!
As primeiras obras conhecidas de Giotto são uma série de afrescos sobre a vida de São Francisco, pintados na igreja de Assis. Cada afresco representa uma passagem na vida do santo, e as figuras humanas e os animais aparecem representados de forma realista. Entre 1305 e 1306, Giotto pintou uma série de 38 afrescos na Capela Arena, em Pádua, contando a vida de Jesus Cristo e da Virgem Maria. Entre as diversas cenas ali representadas, está um impressionante juízo final.
Juízo Final - Detalhe
São Francisco - Detalhe
Juízo Final - Detalhe




